O Primeiro tombo a gente nunca esquece... e assim a gente amadurece!



Poderia iniciar dizendo que era um dia qualquer, que era 01 de janeiro de algum ano que não me lembro ou inventar outra data.

Poderia dar qualquer motivo ou, quem sabe, achar um culpado para tudo que eu sentia (ou ainda sinto), porém prefiro trabalhar com todas as verdades.

O meu primeiro tombo dói até hoje. Eu choro e algumas vezes me sinto fraca demais por ter me permitido cair da forma que eu caí.

Porém, não me recordo completamente sobre esta primeira vez que caí, talvez por já ter caído inúmeras vezes e então parar de contar depois do terceiro ou quarto tombo. Mas, foi com o primeiro que eu aprendi que estar no chão nem sempre é tão complicado assim.

Ele aconteceu depois de eu dar longos passos e, talvez eu tenha me esquecido que minhas pernas nunca foram tão grandes quanto eu pensava. Apesar do meu tamanho, eu tentei dar um passo maior que minhas pernas, talvez por ter acreditado que não cairia tão cedo, que estava fincada no chão ou que eu não me machucaria se caísse. Não me pergunte como isso aconteceu, mas quando eu me dei conta, eu já estava no chão.

Não consigo me recordar por quanto tempo eu fiquei ali chorando, com os joelhos ralados, tentando entender como fui chegar neste ponto. Minhas pernas me abandonaram e eu me vi no chão pela primeira vez.

Lágrimas caíam dos meus olhos de forma involuntária e eu não conseguia entender o porquê de tanto choro. Eu estava ali no chão, com a alma despedaçada, e ninguém foi capaz de me olhar com outros olhos.

Diversos dedos voaram em minha direção e eu não entendia o porquê de tantos dedos apontados para mim, porque a única coisa que eu queria era alguém que segurasse a minha mão e falasse: "sou capaz de te enxergar como ninguém mais enxerga."

O meu primeiro tombo me deixou muitas marcas, algumas sangram até hoje só de encostar.

Todo mundo diz que a gente não esquece a nossa primeira vez... Realmente, quem disse isso tem toda a razão, eu não consigo me esquecer da primeira vez que estive no chão, mesmo não lembrando totalmente de como parei ali. Mas foi assim que eu aprendi mais sobre mim e sobre tudo o que eu acreditava ser.

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