Somente seu

"...E foi muito mais que aquele sentimento sabe, ela te quis como nunca quis ninguém, e aceitou cada defeito e cada qualidade..."

E foi muito mais do que aquela pegação de balada, foi algo involuntário, algo natural, entendeu que já estava madura o suficiente para enfrentar de frente e assim o fez, entendeu que teria que somar e não poderia dividir. Ela já tinha quase trinta e percebeu que as oportunidades batiam na porta de uma forma muito rápida e então por isso começou a se ligar nas visitas inesperadas.

Percebeu que não era mais a balada, que algumas coisas não vinham mais se encaixando, entendeu que deveria seguir e que não estava disposta a subtrair. Começou a prestar atenção em cada sinal, por mais minimo que fosse, as ligações, as mensagens, as chamadas no meio da madrugada, percebeu que nem de longe iria se ferrar nessa jogada.

E fez do carnaval uma rotina e tornou a felicidade o seu enredo, não era por ninguém, era simplesmente por si e por mais ninguém, ela não mais descuidou e garantiu que a felicidade estaria ali, lado. Sem medo, sem cobrança e sem nada.

"... e ela entendeu que o sentimento era seu, e ninguém tirava".


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